17/3/08
dualidades

Às vezes o belo é apenas um detalhe cruel da realidade escondida.
às vezes o anjo é aquele que perdeu uma asa e anda torto entre nós,
que desatentos não temos olhos para ver a inigualável beleza de seu andar.
Às vezes o certo é o que ignoramos por covardia ou por nos incomodar…
ou simplesmente porque a verdade pode ofuscar o nosso incontrolável ego.
Não há sábios, nem donos de verdade alguma, porque é sempre busca:
caminhos que se abrem, janelas que enquadram distintas formas e ângulos.
Limitado, pela minha pequena sabedoria ou pela minha farta ignorância,
tento buscar uma equilíbrio para não ser nem tão raso, nem tão profundo.
Dentro e fora de mim, uivam lobos, na ávida procura da alcatéia perdida.
criado por urha
20:49 — Arquivado em: 

Lindissimo e profundamente verdadeiro.
Na verdade não somos belos, estamos belos, não somos feios, estamos feios, não somos pobres ou ricos, enfim, não somos, apenas estamos e sempre em mudança, em crescimento, em descobertas…pois tudo pode mudar a qualquer momento.
Maravilhoso texto, querido amigo. Parabéns!
Beijo grande, Lou de Olivier
Comentário por Lou de Olivier — 18 de março de 2008 @ 14:11
Excelente e real texto… na realidade, nada é eterno entre nós. O que está em local mais alto hoje, amanhã pode mudar de posição e tomar um lugar baixíssimo… e assim, vivemos entre altos e baixos…parabéns, por texto tão belo…
Comentário por ANTONIO CÍCERO DA SILVA — 18 de março de 2008 @ 20:14