22/3/08
fragilidade

Aqui fica claro o bom relacionamento entre cães e gatos, em nossa casa. Na foto, Tamma dvide a cama de Mônica com Joana (a gata negra) e Hiolanda (detalhe do rosto), mas a foto nao é apenas para falar da amizade desta galerinha, é para dizer que estou chorando pela morte de Hiolanda. A história dela esta no blog da Mônica (veja o link em meus favoritos) e não vou me ater à ela… Parte de mim foi embora com ela, vai me fazer imensa falta, pois quando não estava dormindo com Mônica, estava vendo TV comigo nas madrugadas… Meiga, diferente e, como não tinha rabo (nasceu sem) ela tinha um andar lindo, rebolativo… Era amada por todos. Era comum encontrá-la sendo lambida pelo Ouou, ou dormindo enrolada com Naná, Tamma, Asterix, Sebastian, na cama de Mônica ou no quarto de Leila. Fico um pouco aliviado, pois ela sempre teve o melhor da gente e dos médicos que trataram dela. Todos que a conheceram amavam ela. Nossa amiga Érica foi incansável quando Hiolanda fez cirurgia… Enfim: a gata sem rabo, de muitos amores…
Eu não entendo a morte… Eu amo tanto a vida que não gostaria de ter nascido. E esta é a minha verdade mais absoluta. Não teria que chorar pelas perdas dos que amo, e não teria que temer a minha própria morte, já que de vampiro eu só tenho a grande vontade de ser imortal.
Considero o reino animal, mas frágil do que o reino vegetal. Uma árvore pode viver centenas de anos… A não ser as tartarugas, não conheço outro animal que passe de um século. E é tão pouco!!! Por que morremos??? Já nascemos condenados a morrer, por quê??? A ciência evolui tanto, porque não descobrimos o segredo da imortalidade??? Qual o porquê desta fragilidade da vida??? Por que, porque, por quê??? Dúvidas, incertezas, divagações…
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Nota: Nenhuma explicação me convencerá nunca, tripudiarei a morte enquanto viver!!!
criado por urha
4:59 — Arquivado em: 

Eis o misterio da imortalidade: torne-se um Câncer! No sentido literal da palavra. Zere seu ‘relógio de senescência’. Espalhe-se. Corrompa. Domine. E o mais importante: ensine tudo de sua experiência neoplásica aos que você ama… à s Hiolandas, aos Sebastians, à s Mônicas e Leilas. E assim, todos viverão juntos e sujos na lama da Imortalidade.
E ai, topa??
Comentário por ZAca — 5 de abril de 2008 @ 20:48
à s abelhas… à s… flores… aos Zacas… enfim! topadissimo.
Comentário por urha — 5 de abril de 2008 @ 20:58
Fiquei surpreso em saber que aà em Maricá o ambiente não é sossegado com pregações e músicas altas de botequim. Caramba, como deve ser difÃcil escrever com esses ruÃdos. Aqui na Glória é bem mais calmo do que eu esperava. Tem a música de botequim aos sábados e domingos, mas estou nove andares acima dela e em diagonal (o barulho fica mais lá na esquina).
Quanto a esta minicrônica sobre a morte achei supimpa, como diriam meu pai e meu avô, ambos já em outro plano… Há um livro que li sobre o trabalho com mesas falantes desenvolvido pelo escritor francês Victor Hugo no qual se manifesta uma entidade que afirma o seguinte: a essência de nosso karma é a dúvida. Essa questão toda do “é / não é”, “existe uma pós ou não” atinge democraticamente a todos. Segundo a entidade, essa angústia (sartriana?) moveria o homem. Cita por exemplo, Shakespeare duvidou e escreveu uma das melhores obras da literatura inglesa… E assim vai, citando grandes feitos, todos nascidos a partir da dúvida. É interessante como esse idéia combina com certos escritos de Sartre. Porém, na verdade concordo com vc e com VinÃcius “se foi pra disfazer porque que fez?”. Isso é dolorosamente inexplicável. MagnÃfico seu raciocÃnio, “gosto tanto da vida que preferia não ter nascido”. Já tive alguma vez um pensamento assim, mas não cheguei a registrá-lo, talvez por não estar inteiramente convicto a respeito… Englobo o bloco das dúvidas e indagações. Seria melhor não ter nascido ou apesar de todo sofrimento pela perda iminente da vida, valeu a pena? Não sei. Sei que tudo passa, e muito, muito depressa. Parabéns pelos textos, muito bons. Gostei muito da leitura. Abcs, Ricardo Alfaya
Comentário por Ricardo Alfaya — 9 de abril de 2008 @ 23:34