4/4/08
mudanças climáticas e transformações…

Não quero nada em formato padrão,
estilo único, carta marcada, modelos…
Estou farto! Cansei de definições, tipos,
protótipos, arquétipos e sugestões…
Quero somar meu perfume de pele
ao cheiro de semente plantada e pronta para nascer.
Explosão e romper de invólucros,
sem lucros, quero apenas colher.
Não quero nada que, por fora, esconda
o que, realmente, tenha ou guarde por dentro…
Para além de dissimulações, mentiras e camaleões,
desejo a fúria e o cio do enorme dragão
depois de dois mil de anos de encarceramento..
Quero deitar na minha rede e dormir,
porque não me sinto nada responsável
pela guerra dos outros e por suas intolerâncias…
Lá fora nos Bálcãs, guerras, caças e mísseis…
Em mim há tapetes voadores e sabores de damasco.
criado por urha
0:55 — Arquivado em: 

Esse texto me fez pensar. Gosto de coisas assim, que me param por alguns minitos e me fazem pensar nas coisas que eu faço.
Parabens pelo texto.
Abraço.
Comentário por lipi — 4 de abril de 2008 @ 23:27
Ahhh, vc escreve muito bem, bicho! É difÃcil nao ficar bom!
Comentário por ZAca — 5 de abril de 2008 @ 4:31
Caro Urha, este poema é belÃssimo. E, do ponto de vista crÃtico, um comentário bem oportuno. Sim, não somos nós os responsáveis ou pelo menos os principais responsáveis pelos mÃsseis e bombas e guerras. Se dependesse de nós, embora imprerfeito, o mundo seria sem dúvida bem melhor, sem exércitos, mÃsseis, violências gratuitas por motivos mesquinhos. Perfeita a questão dos “sabores de damasco” internos. Muito bom. Ricardo Alfaya.
Comentário por Ricardo Alfaya — 9 de abril de 2008 @ 23:19