urha

dúvidas, incertezas, divagações

7/7/09

Raio X

Eu amo!!! Gosto muito do reconhecimento da fragilidade humana, do deixar claro que precisamos do outro, não só para perpetuar, mas para nos ampararmos em nossas carências emocionais ou físicas… E, ao mesmo tempo, criando a idéia de que a dois pode acontecer algo divinal, enfim este poema (o anjo-xícara, de Maria Helena Latini) pra mim, é mágico.

 

Alexandre, eu entendo muito de louça partida… Em um poema meu, do “sonhos e confiscos” eu falo sobre a porcelana rara quebrada… Eu sou esta xícara que quebram todo dia e que aprendeu a se juntar e se fazer inteira novamente…  A minha força vem deste meu ofício do refazer diário.

 

Nacos perdidos… Esta nossa necessidade de unidade… E unidade perfeita… Sem ranhuras… Não vemos que são nas fendas que encontramos detalhes importantes… Queremos o visível certinho, o plástico, mas somos feitos de rugas e rachaduras (rachadurhas) e, são exatamente, estas cicatrizes de tempos e guerras, que nos fazem únicos, pois cada um se cola como pode, como consegue, como suporta.

 

Alê estou na minha fase down(dérrima)… Fundo do poço… Achando-me nos pedaços mais ínfimos… I need to talk. Só pra ter idéia há três semanas só consigo pregar os olhos depois das sete da manhã. Estou pior do que naquela fase de 2004. E, sabe, cansei das terapias ocupacionais, pois se tornaram onerosas e ineficientes para mim. É louco isso, não estou em processo de depressão, mas de angústia. Algo diferente, assustador.

 

Pela primeira vez vejo que meu eu grita mais e precisa mais de mim, neste momento, e é mais importante do que minha defesa ferrenha a natureza, ao processo de preservação e ao caos do aquecimento global. Não é egoísmo, é uma brutal necessidade de me refazer, de me achar e me colar, mas estou juntando partículas. Urhacy (???) de quê? Qual deles? Enfim, dúvidas, incertezas e divagações…

criado por urha    3:03 — Arquivado em: falas

10/10/08

Pragas egípcias e outras que nos assolam

Penso constantemente em soluções para os desastres ecológicos do planeta, mas percebo que é muito difícil resolver problemas tão menores como os do meu país, do meu estado, do meu município. Ao lado do bairro em que moro tem um outro cujos desacertos sociais e ecológicos são tantos que, resolvi apelar para a ajuda de Madame Monkayra, uma das últimas e legítimas bruxas nativas do Nilo, no Egito, especialista nas sete pragas faraônicas e que atualmente tem um consultório em minha cidade.
Marquei consulta pagando taxa de emergência já que as de urgência estão preenchidas até meados do próximo ano (consultas normais nem são mencionadas em sua agenda) e lá fui relatar os diversos problemas que gostaria de solucionar. Quando terminei de enumerar as tantas mazelas, a bruxa egípcia de olhos negros olhou nos meus olhos verdes e me disse que para ela resolver metade das desgraças daquele lugar ela precisaria utilizar as sete pragas mais duas. Quando ouvi isso decidi sair dali sem nem ao menos descobrir quais seriam as outras duas pragas, pois moro tão próximo deste bairro (algo em torno de oitocentos metros) que com toda certeza estilhaços destas pragas cairiam sobre os bairros vizinhos. O que poderia causar danos ao meu pequeno mundo. O que alguns gafanhotos não fariam no meu jardim? Afinal as pragas podem solucionar problemas, mas também podem causar outros e não conheço nenhuma outra bruxa que possa trabalhar com antipragas egípcias autênticas ou genéricas.
Ressalto: um banco americano quebra ao emprestar dinheiro para construção de míseras setecentas casas. Se a falência desta instituição financeira atinge os quatro cantos do continente, devassa nossas economias, imaginem o que farpas de nove pragas egípcias (sendo duas desconhecidas) não fariam ao meu bairro. Enfim, dúvidas, incertezas, divagações…

criado por urha    1:49 — Arquivado em: falas

2/9/08

O fundo do poço

Conversando estes dias com um amigo ficamos divagando sobre o petróleo. Ignorantes no assunto, mas defensores do meio ambiente, divagamos:
Eu – Perfuram a terra até atingir poços profundos para retirar o petróleo bruto, que é uma substância muito espessa, quase uma lama.
Ele – Bom, retiram grandes quantidades dessa pasta e criam buracos no interior da terra.
Eu – Será que colocam algo para preencher estes vácuos?
Ele – Segundo um amigo meu, que trabalha com perfuração, não colocam nada não, quando o poço deixa de ser produtivo apenas retiram os equipamentos e lacram a entrada.
Eu – Isso não pode provocar terremotos, já que ficam crateras no interior da terra?
Ele – Sei lá cara, mas penso que tudo tem um motivo e se tem esta substância no interior da terra, deve ter alguma função. Pode servir como amortecedores das placas tectônicas…
Enfimmmmmmmm!!! Dúvidas, incertezas, divagações…

criado por urha    23:21 — Arquivado em: falas

28/4/08

A erva daninha do planeta azul

Esta semana, eu assisti um programa sobre o “desplanejamento” das grandes cidades, aquilo não é planejamento! O desmatamento e a posse de áreas federais e de como surgiram as favelas com a extinção dos cortiços do centro da cidade. O programa também falava da remoção de três grandes favelas do Rio de Janeiro, para dar lugar a construção da Uerj, por exemplo. Enfim, como colocaram parece que tem solução simples, que basta investir uma grande soma de capital público ou privado que o problema vai acabar. Para mim nada disso funciona. Claro que é importante planejar, claro que é importante amenizar tais problemas, mas não é tão simples assim. Não bastam engenheiros pensando em como deixar a cidade mais bonita. Tem que envolver toda a cidade, toda a população do estado, do país e temos que ter consciência de todos os problemas que o planeta enfrenta.
Volto a bater na mesma tecla, enquanto não se planejar a família, o número de filhos, nenhum problema vai ser resolvido. Hoje, removem-se uma favela, criam-se moradias para estas famílias, mas dentro de uma ou duas décadas os problemas estarão novamente saltando aos olhos, talvez até em proporções maiores. Temos que encarar a nossa população como uma população qualquer de animais dentro de seu ecossistema. Num rio se há um grande aumento da população de piranhas, por exemplo, todos os outros peixes correm risco de extinção, porque o aumento exagerado desequilibra todo o resto. Então está mais que na hora de pensarmos que nossa população está em exagerado desequilíbrio com todo o nosso planeta. Somos atualmente a erva daninha da terra.
Nossa gigantesca população está invadindo todos os habitats, está depredando a moradia de todos os nossos ancestrais. Parece que temos em mente que o universo é grande o suficiente para nós e que podemos ir ocupando…
Na época das grandes navegações Portugal descobriu nova terra ao atravessar o oceâno até então desconhecido. Hoje não tem mais oceâno para atravessar e encontrar novas terras. Também não existe outro planeta próximo que tenha as mesmas condições do nosso. A Lua não tem nenhuma condição de desenvolvimento de vida humana. O que fazer? Invadir Marte e criar estufas humanas? A solução do futuro será vivermos em laboratórios criados com temperatura e ar artificial? Iremos comer comprimidos? Perderemos o prazer de saborear uma boa picanha na brasa? Ou mesmo um aipim cozido com manteiga fresca? Trocaremos o camarão por formigas geneticamente transformadas? Enfim, dúvidas, incertezas e divagações…

criado por urha    2:43 — Arquivado em: falas

13/4/08

Cebola e bugalhos — a ponta do iceberg

Eu não disse? Começou pela cebola! A onda bio começou a fazer efeito inverso. Tudo o que fazemos sem pensar nas conseqüências, só pode dar errado. Não adianta pensar em preservação sem ter uma visão do todo. Não temos condição de continuar o crescimento econômico sem destruir. E não podemos destruir o planeta apenas porque precisamos continuar fabricando milhões de carros todo ano.
Existe um grande incentivo em produzir combustível de cana-de-açúcar. Será mesmo que é porque não polui? Ou será porque em 40 anos o petróleo não existirá mais? Bom, o fato é que outro dia levantei a seguinte questão: para plantar cana-de-açúcar, tem que ter grande extensão de terra e onde produzir terras? 1 – trocando pastagens, ou áreas de cultivo de outro cereal para dar espaço a esta enorme demanda; 2 – derrubar o pouco que restam de nossas florestas.
As duas hipóteses trazem conseqüências trágicas. A primeira opção: em pouco tempo começará a faltar alimentos, como é o caso da cebola em Santa Catarina ou a diminuição do rebanho no Rio Grande do Sul. Podemos sentir estes efeitos a cada visita aos supermercados: os preços de nossos alimentos estão disparando. A outra opção, ainda é mais caótica, pois iremos acabar com o pouco que resta do que o planeta criou gratuitamente para nós: as florestas, os animais, os mananciais, enfim a vida.
Na minha opinião o que temos que conter é a procriação do ser humano. Temos que controlar a quantidade de pessoas, pois a terra já não agüenta mais este animal sobre ela. Este animal devastador. Acreditem: somos os dinossauros do século XXI. Teremos petróleo até quando? Teremos cebola ano que vem? Teremos carne que abasteça o mercado interno e externo? Teremos florestas e animais? Teremos ar? Será que os céus enviarão outro grande asteróide para exterminar os dinossauros da atualidade? Enfim, dúvidas, incertezas, divagações…

criado por urha    3:04 — Arquivado em: falas

10/4/08

Assassinato sem condenação

Será que eu sou humano? Infelizmente não tenho dúvidas quanto a isso; mas, às vezes, sinto vergonha de sê-lo. Dias atrás assisti uma reportagem sobre a devastação das florestas de Sumatra e Bornéu (Indonésia), para a plantação de dendezeiro, cujo azeite está em crescente substituição aos demais óleos de origem vegetal. Três coisas me chocaram: 1 – a nonocultura, todo mundo sabe que nenhum solo é fértil por muito tempo quando se pratica um só tipo de cultivo; 2 – a devastação de florestas da Indonésia, todo mundo sabe que tem muita terra sem ser utilizada e que, na verdade, desmatar com suposta intenção de plantio pode ser a forma de burlar as leis de determinados países sobre extração de madeira (que me parece ser este o caso de Sumatra e Bornéu); 3 – a violência, a crueldade com o orangotango, todo mundo sabe que o “velho da floresta” está na lista de extinção.Não vou me ater a contar como matam os indefesos primatas, mas podem ter certeza que a única coisa que não praticam é eutanásia.
Bom, se os nossos primos estivessem sendo mortos por tribos selvagens que usassem sua carne para completar a sua alimentação não me assustaria, mas estão sendo assassinados em detrimento de interesses comerciais. Estão sendo assassinados, porque em países que supostamente defendem a preservação da natureza têm pessoas que pagam 30 mil dólares por um filhote de orangotango, para ser o seu bicho de estimação enquanto é bebê. Na maioria dos casos estes animais são abandonados ou doados a zoológicos quando se tornam adultos. Vale frisar que estudos provam que para cada filhote saqueado e vendido, são mortos cinco animais (duas mães e três filhotes).
Fico pensando, se fosse o contrário, se um primata roubasse uma criança humana de seus pais, matassem a família para poder tirar a criança, nós consideraríamos um crime hediondo, colocaríamos o primata na lista dos assassinos mais cruéis. No entanto, nós, civilizados e superiores, podemos roubar, saquear, seqüestrar, matar macaco com a absoluta certeza de que basta lidarmos com os corruptos certos para nos livrarmos da prisão. Aliás, pensando assim, o que adianta maus-tratos de animais ser crime inafiançável? Dúvidas, incertezas, divagações…

criado por urha    1:35 — Arquivado em: falas

5/4/08

“Viagens”

Nenhum animal irracional desvirtua. Todo mundo sabe que o leão é um grande predador. Ele mata gnus, zebras, antílopes para saciar sua fome. Nunca se ouviu dizer que leão come capim. O gnu come capim, anda quilômetros em busca de boas pastagens. Nunca se ouviu dizer que gnu come carne. O peixe vive no lago e come o que o lago tem para saciar sua fome. Nunca se ouviu dizer que peixe vive fora d`água. Nenhum animal irracional desenvolve ou adquire vícios…
O único animal racional desvirtua tudo!!! Todo mundo sabe que somos destruidores de florestas. Sempre se ouve dizer sobre nossas atrocidades… Todo mundo sabe que não nos contentamos em sermos senhores da terra. Sempre se ouve dizer de nossas conquistas no espaço. Todo mundo sabe que à medida que evoluímos depredamos. Sempre se ouve dizer sobre o quanto poluímos. Todo mundo sabe que desenvolvemos e adquirimos vícios, sejam alimentares ou aqueles que acabam por destruir o que temos de superior aos outros animais: nossos neurônios, nossa capacidade de pensar, de discernir… Será fraqueza ou grandeza em excesso??? Dúvidas, incertezas, divagações…

criado por urha    4:26 — Arquivado em: falas

24/3/08

Vizinhos…

Estes dias Mônica escreveu no blog dela sobre a nossa vizinha que tem um boteco e as pessoas colocam músicas horríveis num volume que acorda até o diabo nos quintos dos  infernos… Bom, daí eu não agüentei e fiz um comentário sobre o texto dela e, agora, estou usando a idéia do meu comentário para desenvolver o texto de hoje…. É que ela falou da música alta, mas esqueceu do nossa vizinho que toda quinta-feira faz reunião de pregação em sua casa, culto ou sei lá o nome que se dá a estas manifestações cristãs… Cruzes como Deus é cruel e vingativo aos olhos de determinados pastores/pregadores…
O barulho deste culto é, para mim, mais irritante do que as músicas do boteco… Pensando sobre este assunto, percebi que praticamente toda igreja evangélica tem este hábito de fazer pregações barulhentas, não se voltam, apenas para os fiéis presentes, pois querem chamar a atenção de todos. Por que???
Eu nasci numa família de católicos e não tenho nada contra religião nenhuma, mas tenho tudo contra gente que irrita, que ultrapassa os limites de seus muros. Por isso me ocorreu indagar o porquê de tanto alarde, de tantos gritos, de tantas palavras repetidas… Queime senhor! Repreenda senhor!
Bom para mim só tem uma explicação, querem ser ouvidos pelo Criador, mas será, que para eles, que Deus é surdo??? Dúvidas, incertezas, divagações…

criado por urha    2:25 — Arquivado em: falas

21/3/08

Proles

Há um estudo que afirma que para cada filhote de leão que existe no globo terrestre seus pais tiveram que acasalar 3.500 vezes. Ele é rei porque está no topo da cadeia alimentar; no entanto, são as fêmeas que trabalham, porque o soberano precisa descansar para ter fôlego para transar cerca de 150 vezes a cada dois dias, pois a fêmea necessita de muito estímulo para ovular. Estes dados estão intimamente ligados ao equilíbrio do número de leões da savana, porque, se fossem tão férteis como os coelhos, não existiria uma grande manada, suficiente para manter a existência leonina. Bom, o leão não tem inteligência para fazer tais estatísticas, desta forma a natureza encarregou-se de impor regras: um bando de leões precisa transar muito para garantir sua sobrevivência e precisa ter por perto o auxílio de uma grande manada de gnus, zebras e antílopes.
O homem tem inteligência para fazer cálculos. O homem tem poder para equilibrar o número de sua prole. Nós sabemos que somos os maiores predadores da face do globo, porque necessitamos de alimentos extraídos tanto do reino animal, como do reino vegetal. Precisamos de água em abundância, porque, ao utilizá-la, nós a poluímos. Já viu peixe usar sabão??? Detergente??? Cloro??? Para cada grupo de animais existe uma cadeia alimentar: todos os animais aquáticos defecam na água, e nem por isso sujam ou poluem o seu habitat. O homem, mamífero terrestre, consegue poluir a terra, a água, o ar, o universo. Nós produzimos todo tipo de lixo: degradável, oxidante, não-degradável, atômico etc., e não existe nada que limpe nossa sujeira no universo. Com tanta poluição virou moda falar em bio e em preservação do planeta. Estamos preservando o planeta??? Estamos controlando nossos excessos??? Por que não começamos a controlar o número de nossa população, tão desarmonia em relação ao nosso planeta??? Dúvidas, incertezas, divagações…

criado por urha    4:26 — Arquivado em: falas

19/3/08

A manada de predadores

As maiores manadas que existem na África são de gnus, zebras e antílopes. As três juntas – se não me falha a memória –, no período de maior concentração, durante a migração anual do Serengeti (Tanzânia) para Masai Mara (Quênia), em busca de melhores pastagens, não chegam a três milhões de animais. E estas manadas precisam ser grandes, pois são a maior fonte de alimentação dos felinos, crocodilos e hienas. Sofrem, portanto, ação de muitos predadores. Vale ressaltar que estes mamíferos só comem grama e não destroem nada. E há centenas de anos se mantêm em número relativamente igual, pois os predadores, a fragilidade dos filhotes se encarregam de manter o equilíbrio da população.
Qual o tamanho da manada humana??? Em 1970, durante a copa do mundo, o hino da seleção brasileira era: “Noventa milhões em ação (…)”, referindo-se ao tamanho da população do Brasil. Trinta e oito anos depois somos aproximadamente cento e noventa milhões de indivíduos. Pasmo-me!!! Em quatro décadas passamos do dobro de nossa população. Vale ressaltar que não temos predadores, somos os predadores! Onde arrumaremos mais territórios para plantarmos daqui a um século??? Não temos rota de migração, não comemos gramas… Claro, estamos falando apenas de população do Brasil. E se pensarmos em população do planeta como um todo??? Nascemos em número maior do que morremos. A medicina cria métodos cada dia mais avançados para prolongar a vida, para diminuir a mortalidade infantil, tudo perfeito, mas isso aumenta cada dia mais a população. Onde iremos arrumar mais toneladas de alimentos??? De onde extrairemos mais combustível??? Como fabricaremos oxigênio??? Dúvidas, incertezas e divagações…

criado por urha    0:29 — Arquivado em: falas
Posts mais antigos »
Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://urha.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o serviço e siga participando do Terra Blog.